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Duas tecnologias para armazenar o calor do verão para usar no inverno

Por Alterima em 17/05/2022
Duas tecnologias para armazenar o calor do verão para usar no inverno

Imagem mostrando a perda de calor de uma casa. Novas pesquisas sobre armazenamento de energia térmica prometem armazenar o calor do verão para uso no inverno.
[Imagem: Active Building Centre/Swansea University]

Guardar o calor do verão

Pesquisadores das universidades de Swansea e Loughborough, no Reino Unido, conseguiram o financiamento para tentar viabilizar tecnologias para armazenar o calor por longos períodos - de dias a até meses.

A ideia consiste em nada menos do que guardar o calor do verão para aquecer os prédios no inverno, economizando no ar-condicionado no período da coleta, e no sistema de aquecimento quando o calor é bem-vindo.

O armazenamento de energia térmica significa que o excesso de energia, gerada em momentos em que as energias renováveis estão em abundância, pode ser armazenado e liberado para compensar as oscilações futuras.

O projeto, denominado Adsorb (sigla em inglês para Armazenamento Distribuído Avançado para Benefício da Rede), visa demonstrar um sistema modular que possa melhorar o desempenho energético de um edifício e reduzir as pressões sobre os sistemas energéticos nacionais.

Tecnologias de armazenamento térmico

A equipe avaliará dois tipos diferentes de tecnologia de armazenamento de energia térmica.

O primeiro é o armazenamento termoquímico, que pode fornecer armazenamento por semanas, meses e até anos, com zero perda de calor.

O sistema funciona extraindo calor de uma fonte térmica, como uma bomba de calor, elemento de aquecimento elétrico ou coletor solar térmico para desidratar um material ativo, "carregando" a bateria térmica. Uma vez carregado, o sistema pode ser resfriado de volta à temperatura ambiente, deixando a energia armazenada. Quando necessário, o material ativo é umidificado, liberando o calor, que pode ser usado para aquecer uma casa ou mesmo para gerar eletricidade.

A segunda tecnologia envolve os materiais de mudança de fase, que têm o potencial de fornecer armazenamento de energia térmica em densidades muito maiores do que as tecnologias tradicionais, embora por menos tempo.

O sistema também emprega uma fonte térmica, desta vez para aquecer um depósito químico e forçar a transição de um material de sua fase sólida para sua fase líquida, que permanece assim por vários dias. O calor armazenado pode ser liberado para fornecer água quente ou aquecimento ambiente simplesmente bombeando água de temperatura mais baixa através do sistema.

Prioridades

O novo financiamento, juntamente com a participação de parceiros da indústria, viabilizará um estudo preliminar de viabilidade, para avaliar os benefícios potenciais dessas tecnologias. A equipe também irá trabalhar nos sistemas de controle necessários para a integração de um protótipo em um teste real.

Outra exigência é que o sistema possa ser instalado em construções novas ou adaptado em prédios existentes.

Numa primeira etapa, a equipe se contentará em resolver um dos principais problemas das fontes de energia renováveis, a intermitência: A energia eólica e a energia solar dependem das condições climáticas, não funcionando de modo contínuo.

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