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Progresso tecnológico atingiu pico em 2018. Mas vem mais por aí

Por Alterima em 12/05/2020
Progresso tecnológico atingiu pico em 2018. Mas vem mais por aí

No campo do hardware, o novo paradigma será ditado por neuroprocessadores de luz que incorporam inteligência artificial.
[Imagem: Fun-COMP project]

 

 

História da tecnologia

Pesquisadores da Universidade Nacional de Pesquisas, na Rússia, afirmam que o desenvolvimento tecnológico atingiu seu pico no início do século 21 e, em breve, ganhará uma nova aceleração, embora seja então seguido por uma nova desaceleração na segunda metade do século.

Leonid Grinin e seus colegas acreditam que essas flutuações nas taxas de progresso técnico devem-se em grande parte a uma transição demográfica global - o envelhecimento da população do planeta, que muitos países desenvolvidos já estão enfrentando.

O pressuposto adotado nesta análise é que a história da civilização, particularmente nos últimos séculos, pode ser considerada uma história das realizações científicas e tecnológicas - sobretudo em tecnologia da informação. É por isso que modelar as tendências de longo prazo do progresso da tecnologia é tão importante.

Assim, o grupo realizou uma análise quantitativa da dinâmica de longo prazo do progresso tecnológico a partir de 40.000 AC, e fez projeções até o século 22.

Teoria dos princípios de produção

Os autores basearam suas pesquisas na teoria dos princípios de produção, que descreve três ciclos super longos na história da humanidade, cada um dos quais é caracterizado por uma revolução tecnológica:

  • Agrícola (ou Neolítico), que aconteceu entre 12.000 AC e 3.000 AC;
  • Industrial, que ocorreu entre o último terço do século XV e o primeiro terço do século XIX;
  • Cibernética, que começou na década de 1950 e terminará aproximadamente em 2060-70.

 

Cada um desses ciclos é descrito por uma curva hiperbólica com aceleração exponencial. Em um determinado momento, o ciclo atinge seu pico - uma singularidade tecnológica - que é interpretada por muitos como um ponto de saída no infinito. Alguns futurologistas acreditam que, para a humanidade, esse ponto significará literalmente a perda do controle humano sobre o progresso tecnológico.

No entanto, Grinin e seus colegas acreditam que essa interpretação está incorreta, e que o pico da atual era tecnológica será seguido por um declínio.

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